Primeiros cristãos
Reflexões sobre os primeiros cristãos, os Atos dos Apóstolos, as perseguições, heresias e concílios da antiguidade.
Os Atos dos Apóstolos
1. Pentecostes
Dez dias depois de subir ao céu, Jesus enviou o Espírito Santo sobre os Apóstolos em forma de lánguas de fogo. Pedro falou aos judeus reunidos em Jerusalám, cada um o entendia na sua lángua, e anunciou Jesus Cristo crucificado e ressuscitado. Converteram-se e foram batizadas cerca de três mil pessoas.
2. Propagação
Poucos dias depois, Pedro e João curaram milagrosamente um coxo de nascimento, falaram é multidão e foram batizados outros cinco mil, todos judeus. Mais tarde, por indicação divina, dirigiram-se também aos gentios.
3. Primeira perseguição
Os discípulos aumentavam tanto que os chefes judeus se encheram de inveja e iniciaram uma forte perseguição. O primeiro mártir foi Santo Estêvão; pouco depois, São Tiago Maior.
4. São Paulo
Saulo, depois chamado Paulo, perseguia os cristãos. Um dia apareceu-lhe Jesus glorioso, e Saulo mudou de vida, pregando Cristo por muitas regiões. Perseguido pelos judeus, dirigiu-se aos gentios e expandiu o cristianismo na àsia Menor, na Grécia e em Roma, onde morreu mártir.
5. E São Pedro?
Depois de pregar em Jerusalám, Pedro esteve em Antioquia e em Roma, onde permaneceu até o martário. Os sucessores de Pedro na Só romana, os Papas, herdaram a missão de dirigir a Igreja que o Senhor lhe confiou.
6. E os outros Apóstolos?
Depois de pregar na Judeia, os Apóstolos separaram-se e foram pelo mundo anunciando Jesus e estabelecendo bispos que continuassem a sua missão. A rede de comunicações do Impário Romano facilitou essa expansão.
7. Outros fatos importantes desses anos
O Concílio de Jerusalám, por volta do ano 49, confirmou que os não judeus podiam entrar na Igreja sem cumprir a lei de Moisés. Também foram escritos os Evangelhos e outros textos do Novo Testamento, e Roma conquistou Jerusalám e destruiu o Templo por volta do ano 70.
As perseguições
1. Judeus e romanos
Primeiro os judeus e depois os imperadores romanos perseguiram duramente os cristãos, tentando acabar com eles. Muitos morreram mártires. Houve épocas de maior intensidade e anos de paz, nos quais a Igreja continuava a expandir-se.
2. A missa
Durante as perseguições, os cristãos continuaram a assistir é santa missa, embora ali fosse fácil prendá-los. às vezes celebravam-na em cemitários subterróneos, as catacumbas, para evitar a captura sem abandonar a missa dominical.
3. Primeiras perseguições romanas
A primeira grande perseguição ocorreu por volta do ano 64, sob Nero; nela morreram São Pedro e São Paulo. Depois houve perseguições como a de Domiciano, no ano 95, e a de Marco Aurélio, no sóculo II.
4. A carta de Trajano
Por volta do ano 111, Trajano determinou que a autoridade não procurasse cristãos de ofécio nem aceitasse denências anãnimas, mas que, se houvesse denência formal, o cristão fosse condenado por ser cristão.
5. As grandes perseguições
No sóculo III ocorreram perseguições gerais, como as de Dício e Valeriano. Em 303 come éou a perseguição de Diocleciano, muito dura, sobretudo no Oriente.
6. Liberdade
Pouco depois, Constantino concedeu liberdade de culto aos cristãos em todo o impário, entre 311 e 313. Com essa liberdade, o cristianismo expandiu-se rapidamente e tornou-se religião oficial em 380, com Teodásio.
Heresias da antiguidade
1. Judaizantes
Alguns cristãos insistiam em que os gentios convertidos deviam cumprir todos os preceitos judaicos. Os Apóstolos, presididos por São Pedro, reuniram-se em Jerusalám e decidiram que os gentios não estavam obrigados é circuncisão nem às demais normas mosaicas.
2. Gnosticismo
Foi uma corrente de teorias curiosas sobre seres semidivinos e um demiurgo criador distinto de Deus. Aceitava apenas alguns textos bíblicos. Introduziu-se em alguns grupos cristãos, e São Irineu ajudou a esclarecer e refutar esses erros.
3. Arianismo
Negava a divindade de Jesus Cristo. Começou no sóculo IV e foi condenado no Concílio de Niceia, em 325. Mais tarde, o Concílio de Constantinopla completou o sómbolo niceno, dando origem ao Credo atual.
4. Nestorianos
Nestorio falava de duas pessoas unidas em Cristo, de modo que Maria não seria Mãe de Deus. As suas ideias foram condenadas no Concílio de feso, em 431.
5. Monofisismo
Defendia o erro contrário, falando de uma só natureza em Cristo. O Concílio de Calcedánia, em 451, definiu que em Jesus Cristo há uma pessoa com duas naturezas.
6. Pelágio
Pelágio errou sobre a graça e o pecado original, afirmando que bastavam as forças humanas para salvar-se. Santo Agostinho esclareceu esses temas com profundidade.
7. Iconoclastas
Condenavam o culto das imagens sagradas. O II Concílio de Niceia, em 787, esclareceu que não se devem fabricar dolos nem adorar objetos, mas é conveniente fazer imagens que ajudem a recordar e amar quem representam.