Idealizar fora pode tornar-te injusto por dentro
Comparas a versão pública de outras pessoas com a versão cansada e completa de quem vive contigo.
Fora de casa vês gestos selecionados: o amigo atento, a família sorridente ou o colega brilhante. Em casa conheces defeitos, repetições e dias maus. A comparação fica desequilibrada desde o início.
Idealizar o que está longe pode fazer com que interpretes como mediocridade aquilo que na realidade é intimidade. Quem convive contigo não consegue manter uma representação contínua; oferece-te também a sua vulnerabilidade e aguenta a tua.
Isto não obriga a negar problemas familiares nem a conformar-se com relações prejudiciais. Pede para comparar com justiça e voltar a olhar para os bens habituais que deixaram de te surpreender. O afeto renova-se quando recordas que o quotidiano não vale menos por ser conhecido. Agradecer de novo corrige a fantasia de que a vida verdadeira acontece sempre lá fora.
Ideia-chave
A comparação justa reconhece que vemos a imagem parcial dos de fora e a realidade completa de quem partilha a nossa intimidade.
O teu desafio para esta ideia
Anota três coisas boas quotidianas de alguém da tua família que deixaste de apreciar por as veres todos os dias e agradece uma delas.
BASEADO EM
Família →