O fracasso não merece todo o palco
Um mau resultado precisa de atenção, mas não tem o direito de tapar toda a realidade.
Depois de falhar, a mente foca-se no erro e deixa de fora capacidades, relações e passos que foram verdadeiros. O fracasso ocupa o palco inteiro e parece explicar o passado e o futuro.
Olhar para ele com realismo exige aproximação, não fuga: o que aconteceu, que parte te cabe a ti e o que deves reparar. Mas também afastar-se o suficiente para recordar que um resultado não resume uma vida nem anula todos os bens presentes.
Dar ao fracasso a sua dimensão justa permite aprender. Nem o minimizas nem o transformas num ídolo. Pode haver dor e consequências reais, a par de pessoas que gostam de ti, possibilidades em aberto e um Deus que continua a chamar-te pelo teu nome, e não pelo teu currículo.
Ideia-chave
O fracasso deve ser analisado e reparado sem permitir que se transforme na explicação total da pessoa e do seu futuro.
O teu desafio para esta ideia
Desenha duas colunas: o que o erro exige reparar e o que continua a ser verdadeiro e bom apesar dele.
BASEADO EM
Dignidade humana →