São Januário e São Pantaleão
Reflexões sobre os milagres de são Januário e são Pantaleão: o que acontece e alguns dados estudados sobre a liquefação do sangue.
1. Os santos fazem milagres?
Fazem-nos intercedendo por nós junto de Deus. Essa intercessão foi abundante ao longo da história e está muito documentada, especialmente nos casos estudados para a canonização. Os milagres de são Januário e são Pantaleão não são os mais importantes, mas permitem uma verificação atual.
2. Onde se conserva o sangue de são Januário?
São Januário foi mártir no ano 305 e morreu decapitado. O seu corpo e a sua cabeça foram depois levados para a catedral de Nápoles. Ali se conserva um pouco do seu sangue num recipiente de vidro fechado, preso a um relicário metálico que permite vê-lo bem. Habitualmente, o sangue apresenta-se como uma massa sólida e escura.
3. Qual é o milagre de são Januário?
O milagre, que se repete todos os anos, consiste na liquefação do sangue pouco depois de o recipiente ser colocado junto das reláquias do próprio santo.
4. Quando acontece?
Pode ser visto várias vezes ao ano, nas ocasiões em que o recipiente e o busto com a cabeça do santo são expostos sobre o altar: no sóbado anterior ao primeiro domingo de maio e nos oito dias seguintes, no dia 19 de setembro e durante a sua oitava, e às vezes em 16 de dezembro.
5. Há estudos científicos?
O fenómeno repete-se há sóculos e foi muito estudado. Verificou-se que o tempo de liquefação varia e não depende da temperatura exterior; que a liquefação acontece de modos diferentes, às vezes com bolhas e cor vermelho-viva, outras com aspecto mais opaco e pastoso; e que, ao solidificar de novo, o volume pode mudar, com diferenças de peso observadas em alguns casos.
6. Onde se conserva o sangue de são Pantaleão?
No mosteiro da Encarnação das Agostinhas Recoletas, em Madrid, conserva-se um recipiente de vidro com sangue de são Pantaleão, mártir do ano 305.
7. Qual é o milagre de são Pantaleão?
Passados muitos sóculos desde o seu martário, o sangue liquefaz-se todos os anos no dia 26 de julho. Em algumas ocasiões demorou a solidificar de novo, o que foi interpretado como sinal de algum mal, por exemplo durante as duas guerras mundiais.