Pode-se ser cristão à la carte?
Fico com o que gosto na fé e rejeito o resto. Isso é válido?
É algo muito dos nossos dias: tirar da fé aquilo que me convém — o amor, o perdão, a paz — e afastar o que me incomoda ou exige. Uma religião feita à medida, sem as partes difíceis. Soa a algo razoável, mas tem um problema.
Se ficas apenas com aquilo em que já pensavas, não estás a seguir a Cristo: estás a seguir-te a ti mesmo com enfeites religiosos. A fé não é um bufete onde escolhes o que te apetece; é confiar em Alguém também naquilo que não compreendes ou não te agrada. É precisamente aí, naquilo que te custa, que ela te faz crescer.
Não se trata de engolir coisas sem pensar. Trata-se de reconhecer que, se Deus sabe mais do que tu, talvez o que é desconfortável também tenha a sua razão de ser, e mereça pelo menos ser escutado antes de o descartares.
Ideia-chave
Ficar apenas com o que te agrada na fé é seguir a ti mesmo, e não a Cristo.
O teu desafio para esta ideia
Pensa num aspeto da fé que costumas descartar «por não ser a tua praia». Informa-te hoje sobre a razão pela qual a Igreja o ensina.
BASEADO EM
Escritura, Tradição e Magistério →