Pertencer é saber que não foste atirado ao mundo
Uma família pode dar-te a certeza básica de que a tua existência não começou como um acidente solitário.
Antes de produzir, sobressair ou demonstrar algo, foste acolhido. Alguém te deu um nome, aprendeu os teus gestos e organizou parte da vida à volta da tua fragilidade. Essa experiência funda uma pertença profunda.
Nem todas as pessoas puderam vivê-la de maneira segura. Por vezes será necessário reconstruí-la através de relações saudáveis e descobrir, na filiação divina, uma origem que nenhuma ausência humana consegue apagar.
Sentir que pertences não significa ficar fechado no grupo. Dá um chão a partir do qual partir para o mundo sem ter de conquistar a cada instante o direito a existir. Quem sabe que tem um lugar pode arriscar, servir e regressar. A pertença madura não aprisiona: envia e mantém a porta aberta.
Ideia-chave
A experiência de ser acolhido dá um chão de pertença a partir do qual viver, servir e assumir riscos sem ter de ganhar continuamente o próprio valor.
O teu desafio para esta ideia
Torna visível a tua pertença: agradece a alguém um gesto concreto com que te fez sentir acolhido ou proporciona tu esse gesto a outra pessoa.
BASEADO EM
Família →