Não és só os papéis que desempenhas
Uma mudança de emprego, a reforma ou a saída dos filhos pode abalar-te se todo o teu nome cabia numa função.
Os papéis organizam a vida e exprimem responsabilidades reais: profissional, pai, filha, estudante ou cuidador. Com o tempo podes confundir o que fazes pelos outros com a totalidade de quem és.
Quando uma etapa termina, aparece um vazio que não se resolve substituindo à pressa um rótulo. Precisas de reconhecer capacidades, vínculos e uma dignidade anterior a qualquer função. Para o cristão, a filiação divina oferece um nome que nenhuma reforma ou fracasso retira.
Essa raiz não torna irrelevantes os papéis. Permite habitá-los com liberdade e despedir-se deles com gratidão quando mudam. Continuas a ser alguém capaz de amar, aprender e receber uma missão nova. A tua identidade usa papéis; não fica esgotada dentro deles.
Ideia-chave
O que fazes muda com os anos; quem és não acaba com nenhum papel.
O teu desafio para esta ideia
Se uma etapa tua está a terminar, pensa em três coisas tuas que continuarão lá quando acabar.
BASEADO EM
Filiação Divina →