Não és apenas os papéis que desempenhas
Uma mudança de emprego, a reforma ou a saída dos filhos de casa podem abalar-te se todo o teu valor cabia numa única função.
Os papéis organizam a vida e exprimem responsabilidades reais: profissional, pai, filha, estudante ou cuidador. Com o tempo podes confundir aquilo que fazes pelos outros com a totalidade de quem és.
Quando uma etapa chega ao fim, surge um vazio que não se resolve substituindo apressadamente uma etiqueta por outra. Precisas de reconhecer capacidades, laços e uma dignidade anterior a cada função. Para o cristão, a filiação divina oferece uma identidade que nenhuma reforma ou fracasso retiram.
Essa raiz não retira a importância aos papéis desempenhados. Permite vivê-los com liberdade e despedir-se deles com gratidão quando mudam. Continuas a ser alguém capaz de amar, de aprender e de acolher uma nova missão. A tua identidade serve-se de papéis; não se esgota dentro deles.
Ideia-chave
Os papéis expressam responsabilidades e etapas, mas a identidade pessoal e filial permanece mais profunda do que qualquer função transitória.
O teu desafio para esta ideia
Elabora duas listas: funções que desempenhas hoje e qualidades ou laços que permaneceriam se uma delas terminasse; agradece ambas sem as confundir.
BASEADO EM
Filiação Divina →