Há perdões que não passam fatura
Perdoamos, mas às vezes guardamos o recibo.
Muitas vezes perdoamos com recibo: «está bem, perdoo-te, mas fica registado». E na discussão seguinte voltamos a puxar o assunto, como quem guarda uma fatura na gaveta, para o que der e vier.
Assim o perdão nunca chega a fechar nada. O outro sabe que o que fez continua lá, à espera de ser usado. E tu também não descansas, porque continuas a fazer contas.
Perdoar a sério não é fazer de conta que nada aconteceu, nem fingir que não doeu. É deixar de o usar como arma. É assim que Deus perdoa: não te devolve a confiança às prestações nem te lembra os teus erros sempre que voltas.
Ideia-chave
Perdoar de verdade é deixar de passar fatura pelo que já perdoaste.
O teu desafio para esta ideia
Se hoje discutires com alguém, não tires nenhum erro antigo que já lhe tenhas perdoado.
BASEADO EM
A misericórdia de Deus →