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Relações

A fé não te dispensa de pedir consentimento

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Um chamamento pessoal não te autoriza a tratar como invisíveis aqueles que vai afetar.

Nicolau de Flüe sentiu um chamamento radical à vida eremítica depois de anos de matrimónio e de dez filhos. O relato sublinha que pediu o consentimento da mulher e dos filhos mais velhos antes de partir. Uma decisão espiritual pode ser autêntica e, ainda assim, ter consequências para os outros. Dizer «Deus pede-me isto» não te isenta de escutar, explicar e assumir responsabilidades. A vocação nunca transforma as pessoas próximas em danos colaterais. Nem todas as decisões exigirão acordo, mas as grandes decisões pedem diálogo honesto e discernimento. Se um chamamento vem de Deus, também deverá aprender a passar pela verdade dos teus vínculos.

Ideia-chave

Discernir um chamamento inclui assumir a responsabilidade de como ele afeta as pessoas que dependem de ti.

O teu desafio para esta ideia

Antes de uma decisão importante, pergunta hoje à pessoa mais afetada que consequência estás a descurar.

BASEADO EM

Niels Steensen, Nicolas de Flüeli e Anne-Louise Lateau →