Fazer coisas juntos não basta para ser amigos
A atividade partilhada pode encher a agenda e deixar o mundo interior intacto.
Treinam, trabalham ou saem todas as semanas. Há coordenação e bons momentos, mas certas perguntas nunca aparecem. A relação depende inteiramente da continuação da atividade.
A amizade precisa de alguma abertura pessoal: contar o que é importante, perguntar por uma preocupação e permitir silêncios que não se preenchem com entretenimento. Essa profundidade deve crescer sem interrogatórios nem confidências forçadas.
As atividades continuam a ser valiosas; proporcionam história, espontaneidade e uma forma de estar juntos. Só convém verificar se funcionam como ponte ou como esconderijo. Às vezes basta prolongar a conversa dez minutos no final. O laço torna-se mais livre quando consegue sobreviver à mudança de passatempo porque já encontrou a pessoa por trás do plano.
Ideia-chave
As atividades partilhadas favorecem a amizade quando abrem espaço ao conhecimento pessoal e não se tornam substituto permanente da intimidade.
O teu desafio para esta ideia
Ao terminarem o vosso próximo plano habitual, faz uma pergunta pessoal que nunca costumam fazer e partilha também algo verdadeiro da tua semana.
BASEADO EM
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