Divertir-se também se aprende
Há momentos de lazer que descansam e outros dos quais voltas pior.
Divertir-se parece algo que dispensa instruções. Mas repara nos resultados: há planos dos quais voltas descansado, contente e mais amigo dos teus amigos; e há «descansos» que te devolvem pesado, vazio e com pior disposição. A diferença não reside na intensidade, mas no que cada um deixa em ti.
O descanso verdadeiro repara: muda a tua atividade, tira-te de ti mesmo, devolve-te à vida quotidiana com ânimo. A evasão apenas adia: anestesia por um bocado e devolve o problema com juros. O scroll infinito, a festa da qual não te lembras ou a série devorada até às três da manhã não descansam ninguém; apenas adiam a segunda-feira.
Por isso divertir-se bem é uma arte que se aprende: escolher planos que aprecies e te construam — desporto, mesa partilhada, natureza, fazer algo com as mãos — e nos quais estejas tu, e não a tua personagem.
Ideia-chave
O bom lazer distingue-se pela forma como te deixa, não pela publicidade que tem.
O teu desafio para esta ideia
Escolhe o teu próximo plano livre com uma só pergunta: como costumo voltar disto?
BASEADO EM
Diversão →