Aceitar não é resignar-se
Aceitar o que não podes mudar não é atirar a toalha.
Perante uma doença ou um golpe que não passa, costumamos misturar duas coisas muito diferentes: resignar-se e aceitar. Resignar-se é baixar os braços, deixar de lutar por viver, dar tudo por perdido. Aceitar é olhar de frente para o que há, largar a luta contra o impossível e decidir o que fazes com aquilo que está nas tuas mãos.
Por isso aceitar não é ficar parado. Quem aceita continua a escolher: como o vive, em quem se apoia, que sentido lhe dá. Não muda a circunstância, mas não deixa que a circunstância o mude naquilo que importa. Aí há mais força do que na rebeldia que só desgasta e não leva a lado nenhum.
E a partir da fé, aceitar tem onde se apoiar: não estás a soltar a tua vida no vazio, mas nas mãos de Deus. Não é render-te ao que calha; é confiar enquanto continuas a fazer a tua parte.
Ideia-chave
Resignar-se é baixar os braços; aceitar é olhar de frente e escolher o que fazes com o que depende de ti.
O teu desafio para esta ideia
Perante algo que não podes mudar, distingue hoje uma coisa que esteja nas tuas mãos e mete mãos à obra.
BASEADO EM
Dor →