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Relações

A paz faz-se a dois

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Tal como para brigar são precisos dois, para fazer as pazes também.

Às vezes dás o passo, estendes a mão, pedes perdão de verdade, e o outro ainda não está lá. E dói, porque quererias fechar a ferida já. Mas a paz não a assina um só: tal como na briga foram precisos dois, na reconciliação também. Isso pede aceitar algo que custa: não podes forçar o ritmo do outro. Podes pôr a tua parte —dar a cara, dizer o que sentes, deixar a porta aberta—, mas não exigir que responda no teu prazo. Pressionar para que faça as pazes já costuma estragar o que tentas resolver. Saber isto tira um peso. A tua tarefa é dar bem a tua parte; o resultado não depende só de ti, e também isso se aceita com paz. Dar tempo não é desistir: muitas vezes é o que permite que o outro possa voltar.

Ideia-chave

Podes pôr a tua parte na paz, mas não forçar a do outro; também isso se respeita.

O teu desafio para esta ideia

Com alguém com quem estás a meio caminho, põe hoje a tua parte e depois dá-lhe tempo, sem pressionar para que responda já.

BASEADO EM

Paciência →